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Fórum de Perguntas


As perguntas serão publicadas conforme os palestrantes enviarem as respostas.

Resposta do Dr. Felipe Tuon: Para neonatos não há estudos de pk/pd com simulação conforme citado anteriormente. O Problema em neonatos é o maior volume de distribuição, então extrapolar os dados de adultos não é seguro.

Resposta do Dr. Felipe Tuon: No CLSI tem valores de corte para Acineto, inclusive por disco-difusão. E não concordo com a definição do EUCAST de resistência intrínseca, pois nós fizemos MICs e foram bem baixas, podendo ser utilizada em pacientes além disso temos mais de 100 pctes tratados com doxiciclina mostrando eficácia clínica.

Resposta do Dr. João Nóbrega: O melhor agar cromogenico é aquele que o laboratorio validar (em termos laboratoriais o melhor verbo seria verificar) com diferentes espécies de Candida(Atcc ou Cbs) e estiver com o controle de qualidade em dia.

Resposta do Dr. Alexandre Zavascki: Os carbapenêmicos, assim como outros antimicrobianos de amplo espectro, podem contribuir para o aparecimento de bactérias como S. maltophilia, que são intrinsecamente resistentes a esta classe de drogas. Recomendamos sempre o uso dentro das indicações e pelo menor tempo possível para resolver o processo infecciosos, evitando pressão seletiva desnecessária.

Resposta do Dr. Alexandre Zavascki: Acredito que não há nenhum benefício dos duplo carbapenemicos. O racional terorico não é frágil, os achados in vitro não são positivos e não há evid~encia clínica comparando esquemas de duplo carbapenêmico em comparação com esquemas com um único carbapenêmico (sobretudo em dose otimizada).

Resposta do Dr. Alexandre Zavascki: Não nos hospitais em que trabalho, mas já ouvi relatos. Muitos hospitais com surtos de Acinetobacter e Stenothophomas maltophilia.

Resposta da Dra. Julia Kawagoe: Você poderá usar como denominador o número de atendimentos na emergência.
Por exemplo: no mês de abril/21 houve consumo de 240 litros de preparação alcoólica e 8000 pacientes atendidos. Você terá: 240.000 mL dividido por 8000 = 30 mL por paciente. Se em cada acionamento do dispensador sai 1,5 mL. Então, terá 20 acionamentos (30 mL/1,5 mL) = 20 higiene das mãos por paciente.
Claro que isso irá depender do quadro do paciente e tipo de atendimento. Poderá separar por "setores" da emergência. Observação, sala de medicamentos, inalação, curativo, etc. Ou tipo de paciente: clínico, trauma, etc. se tiver o perfil de pacientes atendidos.
Este mesmo cálculo poderá fazer em outras unidades onde não há internação de paciente, como em centro cirúrgico/centro obstétrico (número de pacientes submetidos à cirurgia/parto), recuperação anestésica, endoscopia, ultrassom, ambulatório, etc.
Em determinadas situações, você poderia fazer observação (por exemplo na recuperação anestésica) quantas ações de HM seriam necessárias? Ao receber pacientes, avaliação física, verificar sinais vitais, administrar medicamentos, medir diurese, dar alta, etc (5 momentos). E, calcular a média de consumo de preparação alcoólica por paciente. Dá uma projeção de quantos mL são necessários por paciente.

Resposta da Dra. Loriane Rita Konkewicz: A legislação brasileira vigente sobre funcionamento dos serviços de endoscopia não exige nem limpeza, nem desinfecção automatizada dos equipamentos, mas faz uma série de recomendações sobre esse processamento. Sugiro que você leia essa legislação, disponível no site da ANVISA: RESOLUÇÃO-RDC No- 6, DE 1o- DE MARÇO DE 2013 - Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais.

Resposta do Dr. Mauro Salles: Diagnóstico precoce deve ser feito pela clínica na ferida operatória e por cultura de tecido profunda em desbridamento. Quanto mais precoce melhor, porém, no máximo até 3 semanas de PO. Tratamento é precoce até 3 semanas de início de sintomas.

Resposta do Dr. Mauro Salles: Nunca deve-se utilizar Rifampicina isoladamente em infecções osetoarticulares, por induzem resistência muito rapidamente. Se for para obter em farmácia, há compra de Rifampicina de marca, chamada Fifaldin 300mg

Resposta do Dr. Mauro Salles: Nunca deve-se utilizar Rifampicina isoladamente em infecções osetoarticulares, por induzem resistência muito rapidamente. Se for para obter em farmácia, há compra de Rifampicina de marca, chamada Fifaldin 300mg

Resposta do Dr. Mauro Salles: Impacto na resistência é bem maior, se houver infecção em artroplastia ou ostessíntese, pois a terapia antibiótica é prolongada, de 6 a 12 semanas.

Resposta do Dr. Moacir Jucá: O manejo de infecções ortopédicas complexas geralmente inclui um curso prolongado de antibioticoterapia intravenosa; dados importantes sobre o uso de antibioticoterapia oral estão surgindo. Em um estudo randomizado incluindo mais de 1000 pacientes com infecção óssea ou articular tratados com terapia intravenosa ou oral por pelo menos seis semanas, as taxas de falha do tratamento em um ano foram comparáveis. Entre os pacientes que passam por desbridamento cirúrgico e têm infecção causada por um organismo que é suscetível à terapia oral, um curso de terapia antimicrobiana oral (de preferência com agentes altamente biodisponíveis, talvez com duração prolongada de até 12 semanas) pode ser uma consideração razoável em algumas circunstâncias. A osteomielite crônica requer terapia prolongada. No entanto, a duração ideal do tratamento é controversa. A maioria dos estudos orienta manter os antibióticos por via intravenosa pelo menos por 4-6 semanas após o desbridamento cirúrgico, que é considerado o tempo que o osso desbridado leva para ser coberto por tecido mole vascularizado. Uma terapia antibiótica de longo prazo seguida com um agente oral (3 a 6 meses) é geralmente a opção. Em caso de desbridamento cirúrgico subótimo, ou em pacientes que não desejam ou não podem se submeter à cirurgia, é uma prática comum uma terapia antibiótica supressiva prolongada.

Resposta da Dra. Claudia Carrilho: Quando Enterobacteria intermediaria a carbapenem, checar se é produtor de ESBL. Se for, consideramos Multidrogaresistente (MDR). Intermediário a carbapenem ainda não consideramos Extensiva resistência.

Prezada Eliane Krummenauer: É com muita emoção que agradecemos suas palavras elogiosas. O congresso foi planejado e executado por muitas mãos que, juntas, se dedicaram incessantemente para promover um espaço virtual de aprendizagem e compartilhamento de experiências, com intuito de difusão das boas práticas para a prevenção e o controle de infecções, segurança do paciente e qualidade da assistência. Gratidão a você, Eliane, e a todos que confiaram e participaram do CIH 2021! Claudia Vidal – Presidente do congresso / Iêda ludmer- Presidente da comissão científica

Resposta da Dra. Nádia Mora Kuplich: Há consenso nos estudos disponíveis até o momento que para liberarmos das precauções de contato os pacientes portadores de MRSA devemos saber a incidência desse microrganismo em cada instituição, pontuando quem são os microorganismos problema. As precauções isoladamente não devem ser adotadas e, sim em conjunto com outras estratégias como descolonização, por exemplo, no nosso hospital (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) continuamos a manter precauções de contato até o término do tratamento antimicrobiano e resolução clínica da infecção por MRSA. Nós temos muitos pacientes com Enterobactérias e Acinetobacter MultiR e esses são os microrganismos mais preocupantes do ponto de vista de morbimortalidade e daí adotamos rastreamento e tempo maior de precaução de contato.

Resposta da Dra. Adriana Oliveira: Considerando a classificação de Spaulding, que categoriza os materiais de acordo com o risco infeccioso envolvendo seu uso, as pinças são classificadas como artigos críticos, pois entram em contato com mucosa não intacta. Sendo assim, devem ser submetidas minimamente ao processo de esterilização. Além disso, estes materiais são longos e com estrutura complexa, o que dificulta a execução de limpeza adequada. A manutenção do desempenho destes itens também é um desafio na prática. Diante dessa informação, é importante avaliar o custo benefício do uso de pinças descartáveis, que reduzem completamente o risco de contaminação cruzada. Mesmo as pinças sendo utilizadas em endoscópios gastrointestinais, equipamento semi-crítico, usualmente submetido apenas a desinfecção de alto nível, o que impede a manutenção da esterilidade destes materiais até o uso, é necessário assegurar uma descontaminação e esterilização efetiva com o objetivo de reduzir riscos de transmissão de microrganismos. Sendo assim, todos os acessórios que transcendem a mucosa devem ser esterilizados para sua reutilização.